A menina que filma

Confira o depoimento de Laura Barile, idademidiana de 2004, que mostra muito bem suas lembranças do curso. Ela é assistente de produção e roteirista numa produtora de animações e trabalhos em 3D e estuda cinema na Academia Internacional de Cinema, uma das melhores escolas de cinema de São Paulo. Mas não é de hoje que a comunicação faz parte da vida de Laura: desde antes de cursar o Idade Mídia a garota já produzia vídeos pelos corredores da escola. Filmou os bedéis do Bandeirantes, os professores e até o presidente do colégio.

“Minha primeira lembrança do Idade Mídia é o momento de descoberta”

Confira na íntegra o depoimento do idademidiano Fernando Len, de 2008, publicado no livro Idade Mídia: a comunicação reinventada na escola.

Minha primeira lembrança do Idade Mídia é o memento de descoberta, não só pessoal como profissional. Me descobri uma pessoa muito mais aberta a aprender coisas novas e conhecer pessoas que pensavam de um jeito diferente do que eu pensava. Entrar em contato com várias coisas que não teria entrado em contato se não tivesse participado do Idade Mídia.

A primeira coisa que eu penso é na minha matéria com o Isaac sobre croatas e bolivianos que vieram pra São Paulo. Tínhamos pouquíssimas informações e dados sobre esses povos que conviviam com a gente e tivemos que ir atrás, conhecer a pracinha onde os bolivianos se encontravam, a casa de cultura croata. Não foi só esse deslocamento físico – que foi uma coisa totalmente nova e diferente – mas foi também o descolamento intelectual. Ter um contato pessoal com alguém que chegou em São Paulo e, de repente, estar naquele momento falando com você… Você está vivendo tudo aquilo. Assim como ele está sendo parte da história que você tá construindo você de alguma maneira está sendo parte daquela história dele. Esse encontro de pessoas que eu acho mais legal, que foi a coisa mais significativa que levei de experiência. O Idade Mídia é isso; um ponto de encontro de pessoas, ideias, pensamentos, informações. Foi lá que tive a chance de passar por tudo isso…

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Julia Busch

Julia Busch cursou o  Idade Mídia em 2007 e hoje estuda propaganda e publicidade na ESPM. Trabalhou numa das maiores agências de propaganda do país, a 141 SoHo Square, junto com Alexandre Sayad. Interrompeu o estágio para  estudar cinema em Milão. Confira o depoimento de Julia sobre a importância do curso. A história completa está no livro Idade Mídia: a comunicação reinventada na escola.

Economista e articulista

Vítor, a direita, com dois colegas da FGV

O  livro Idade Mídia: a comunicação reinventada na escola conta a trajetória do Vítor Possebom,  que cursa hoje economia na FGV-SP. Mesmo no meio de números e fórmulas, ele continua envolvido com comunicação. Junto a professores da faculdade, Vítor escreve artigos sobre a área que estuda. Confira alguns deles:

Política Econômica e controle da Inflação (Veja.com)

Mercado imobiliário: um investimento sem retorno (Veja.com)

Idade Mídia envolve outros alunos do colégio

Alessandra Unigria optou por estudar na área de Humanas do Colégio Bandeirantes, mas não cursou o  Idade Mídia. Mesmo assim, teve oportunidade de vivenciar um pouco dos valores do curso e atuar em dois projetos paralelos : o Blog do InterBand e o Blog da Feira de Ciências. Hoje, ela estuda Jornalismo na PUC-SP e trabalha no Portal Imprensa. Leia seu o depoimento:

 

Fui aluna do Colégio Bandeirantes de 2007 a 2009. Em 2008, no meu segundo ano, tive a oportunidade de participar do Idade Mídia, mas na época acabei deixando passar e não fiz o curso. Menos de um ano depois, já estava arrependida e pensando que poderia ter aproveitado a atividade, assim como fiz com o Monu-Em e com as aulas extras de espanhol.

Conheci o Caio Dib, que foi editor do blog do Interband e da Feira de Ciências, projetos parceiros do Idade Mídia, e ele me convidou para participar deles quando estava no terceiro ano do colegial. Foi uma oportunidade muito bacana, porque ali, realizando pequenas notas para alimentar os sites, tirando fotos e entrevistando pais e alunos, tive mais certeza do que já havia decidido anteriormente: queria cursar jornalismo.
Já na faculdade, tive a chance de contribuir novamente para os blogs, dessa vez já com mais repertório e segurança, mas sempre achando muito interessante a forte presença dos alunos, motivados e com vontade de aprender, e, ao mesmo tempo, o suporte dado pelo Idade Mídia e pela escola, em geral, para a realização da atividade com êxito.

Apesar de só ter participado dos blogs, acredito que minha experiência no Idade Mídia foi muito válida por diversos motivos. Um deles foi pelo contato com as técnicas de educomunicação, tão debatidas em ambiente acadêmico e ainda com aplicação não tão expandida. Por outro lado, foi muito positivo também pessoalmente, já que, em um primeiro momento, a atividade foi decisiva na minha ingressão no jornalismo e, em uma segunda oportunidade, cooperou para que eu aprimorasse os conhecimentos que recebi em meu primeiro ano de faculdade e os aplicasse na prática.

Lembro do dia em que fomos cobrir um dos jogos do Interband 2010 e o Alê Sayad nos deu o crachá de imprensa. Pode parecer bobo, mas até aquele momento nunca tinha recebido um em minha vida e fiquei muito feliz. Uma menina que realizava a matéria comigo aparentemente ficou contente também. Afinal, mostrar-se como jornalista é uma das vaidades de nossa profissão. Mas, mais do que isso, e é o que os alunos que participam do Idade Mídia podem ter contato, jornalismo é apuração, entrevista, busca pela imparcialidade, tesão de conseguir o melhor ângulo da foto, a melhor frase de uma pessoa, de publicar uma boa matéria e ser reconhecido por ela. Acho que o curso é uma oportunidade de ouro para todos que queiram ter um gostinho do que é ser comunicador. Foi uma experiencia diferente, eu não fiz Idade Mídia mas, mesmo assim, o projeto foi muito interessante e produtivo pra mim!